The Walking Dead S07E07- Crítica

Avaliação: 3.5 Stars (3.5 / 5)

Durante os 6 episódios pregressos da primeira metade da 7º temporada de Walking Dead, as expectativas foram decepcionantemente quebradas. Dede o início explosivo com Negan usando e abusando da Lucille, ao episódio que explorava o reino do “rei” Ezekiel, até os dois últimos fraquíssimo capítulos que em nada avançavam a narrativa. Walking Dead seguiu aos trancos e barrancos, mas eis que esse 7º episódio tratou de preparar bem o terreno para o já habitual bombástico Mid-Season.

Sing Me A Song, que é o nome desse episódio, foca-se principalmente na construção da relação entre Negan e Carl, que havia infiltrado-se em um dos caminhões dos salvadores a fim de vingança contra o grande vilão. Assim como ele, Jesus também entrou no veículo, mas com o objetivo de marcar o caminho que levava até a comunidade de Negan. Essa relação, que inicia-se após o garoto matar dois de seus homens, Negan então leva Carl para um passeio na comunidade. E claro, toda a tensão e sensação de perigo mostra-se eficiente enquanto os dois estão em cena. Mas a série perdeu um pouco de tempo em algumas passagens que apenas reforçavam o que o espectador já sabe: que Negan é sádico e manda e desmanda da forma que desejar. Porém, foi acertada a decisão de mostrar um pouco de sensibilidade do vilão, quando o mesmo mostra um início de arrependimento ao tirar sarro da aparência de Carl após mandá-lo tirar a faixa que cobria sua cicatriz do olho perdido.

Entretanto, um pouco de outros núcleos é mostrado, a maioria com cenas que servem para levar a história adiante e deixam tudo pronto para um possível episódio movimentado semana que vem. Michonne bloqueou a estrada com walkers para poder parar um dos carros de Negan na tentativa de chegar até ele. Assim como Rosita discute com Eugene a possibilidade de pagar com a própria vida se pudesse acabar com o grande vilão. Assim como Rick encontra uma casa no meio de um lago que parece conter muitos suprimentos, mas também um morador (ou moradora) que pode tornar-se um personagem interessante para o andamento da série.

Voltando à relação de Carl e Negan, vemos que ambos podem estreitar essa relação perigosa. Ao ponto que Carl quer matá-lo, ele possivelmente vê Negan como uma outra figura paterna, mais visceral e com uma visão de mundo mais radical do que a do Rick. Assim como o único momento até aqui que o vilão mostrou-se impiedoso, o garoto esteve envolvido. E mesmo que cenas como a da música cantada por Carl para ele e na leveza que o mesmo segurou e balançou Judith nos braços não tenham algum impacto futuro, serviram para mostrar um outro lado dos personagens que ainda não conhecíamos. Sempre achei que o Carl está sendo preparado para ser o grande líder do grupo em um futuro, e agora essa liderança pode ser ensinada não pelo Rick, mas sim pelo Negan.

Porém, a série sofre mais uma vez por não saber distribuir tempo de tela para suas várias linhas narrativas. Carol e Morgan apareceram apenas uma vez até agora, assim como Ezekiel, que teoricamente seria um personagem importante na série (e que ainda pode ser). Tomara que tantas reclamações da crítica e do público façam os roteiristas acordarem e juntarem esses núcleos para uma melhor fluidez de ritmo na segunda metade dessa temporada. Enquanto isso, esperamos sangue e muita ação semana que vem, claro.

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