Westworld S01E09- Crítica

Avaliação: 5 Stars (5 / 5)

Tornando-se uma das séries mais comentadas de 2016, Westworld está chegando ao final de sua primeira temporada com a sensação de dever cumprido. Prometendo levantar um turbilhão de teorias ao longo de sua exibição, a série soube sempre dosar bem as informações que soltava ao longo dos episódios, em nenhum momento deixando a sensação de enganação ao espectador. E esse 9º capítulo (The Well-Tempered Clavier) mostrou mais uma vez que os roteiristas não estão se apoiando na criação de suspense e deram tudo aquilo que nós queríamos: respostas.

Um dos vários destaques desse episódio foi Maeve, que gradativamente está tomando conhecimento de sua existência e vem planejando sua fuga do parque. Aqui, em uma cena bastante tensa, ela consegue controlar Bernard, mostrando que ela está cada vez mais independente de seu ciclo narrativo e com muito mais recursos. Com Bernard em seus domínios, seria ele a ligação entre os anfitriões e os funcionários que pode ser decisivo na fuga da personagem. Assim como mais adiante no episódio, ela consegue mais um aliado: Hector (Rodrigo Santoro), terminando em uma cena de sexo em meio à chamas bastante provocativa e simbólica.

Outra revelação importante é que o Homem De Preto (Ed Harris) conhece Charlotte, assim como temos a confirmação que ele comprou ou ajudou a comprar o parque quando esteve à beira da falência, e deu carta branca para a moça usar seu voto para vetar Dr. Ford. Aliás, falando no misterioso personagem, fica cada vez mais claro qual a sua identidade. Após William e Dolores serem aprisionador por Logan, vemos como a personalidade de William começa a se tornar mais selvagem e agressiva em uma cena onde ele faz um massacre em todos os anfitriões do parque, bem parecida graficamente com a cena do filme original. A teoria de que ele é o homem de preto fica cada vez mais certa depois desse episódio. Pois analisando os diálogos pregressos do personagem do Ed Harris, onde o mesmo disse uma vez que os anfitriões costumavam ser mais robóticos, após o massacre vemos várias peças de robôs espalhadas pelo chão. Além disso, quando uma personagem menciona ao homem de preto “A cidade engolida pela areia”, o mesmo diz que já esteve lá. E é aparentemente lá que vemos William, Dolores e Logan contracenar.

Mas o maior brilho desse incrível episódio é a relação de Dr. Ford e Bernard. Depois da revelação de que ele é um anfitrião, as teorias de que ele seria o Arnold foram finalmente confirmadas. Depois de encurralar Ford, ele exige que sejam liberadas todas as suas memórias para que ele possa compreender sua existência. Com um trabalho de montagem digno de prêmios, a grande revelação é tão bem construída que consegue apagar qualquer fator de previsibilidade de quem já acompanhava nos fóruns da internet as possíveis revelações. Mas claro, Dr. Ford mostra mais uma vez que tem o controle total da situação e vira o jogo em uma cena que deixa novas perguntas perante às respostas que acabamos de obter.

Com um trabalho de montagem e direção fabulosos, Westwordl nos apresentou talvez a melhor hora da televisão em 2016 com The Well-Tempered Clavier. Enquanto a série deve abocanhar muitos prêmios no futuro. Nós, espectadores, só queremos que esse nível de qualidade continue no episódio final e nas temporadas seguintes. Uma frase (que não me recordo o autor) define bem a experiência de assistir Westworld: “para quê exigir tantas respostas, já que as perguntas são tão legais?”

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