Bon Jovi: This House Is Not For Sale (2016)- Resenha

Avaliação: 3.5 Stars (3.5 / 5)

O ano de 2016 está sendo marcado por lançamentos de grandes nomes do rock/metal: Metallica, Megadeth, The Rolling Stones, Opeth, Testament, Bob Dylan, Black Sabbath, The Cult, entre outros. O Bon Jovi, que foi um dos grandes nomes do hard rock de Los Angeles na segunda metade dos anos 80, vem sofrendo com críticas há pelo menos 15 anos. O motivo: o direcionamento para o pop que a banda vem tomando desde o álbum Bounce (2002), principalmente. Esse lado pop sempre esteve no som da banda, mas não tão fortemente como nos últimos anos. E seu mais recente disco, This House Is Not For Sale segue a mesma linha sonora, só que dessa vez a banda parece ter acertado a mão nas composições e mostra que não está incomodada com as reclamações de seus fãs mais antigos e ardorosos.

Há de se destacar que após tantos lançamentos com esse lado mais pop no som do quinteto, não acho mais justo julgarmos o Bon Jovi como uma banda de hard rock pela música que eles vêm fazendo desde o início da última década. Afinal, mesmo massacrados pela crítica, eles continuam lotando estádios ao redor do mundo e lançando seus discos com um intervalo razoável de tempo entre eles. E alguns deles são bons discos, como o Have A Nice Day (2005) e até o Lost Highway (2007). E This House Is Not For Sale encontra-se entre esses bons discos nessa fase atual da banda.

Uma novidade é que esse disco é o primeiro com a participação do novo guitarrista Phil X, que entrou no lugar de um dos fundadores da banda, o Richie Sambora. A sonoridade de This House Is Not For Sale inclina-se mais para o pop/rock de arena, com aquelas melodias grudentas e extremamente comerciais. A faixa-título, que abre o disco empolga pelo ritmo dinâmico e o bom uso dos backing vocals, me lembra um pouco a faixa Lost Highway, do disco homônimo. Outro destaque é a balada Scars On This Guitar, com Jon Bon Jovi sabendo usar o envelhecimento de sua voz a favor da música. Born Again Tomorrow tem uma influência disco que estranhamente funciona e deve tocar nas pistas de dança mundo afora. The Devil’s In The Temple é a que mais se aproxima da fase clássica da banda, com um bom trabalho de guitarra e boas passagens vocais. O fechamento do disco com Come Up To Our House ao menos tem lampejos daquela influência Country que rendeu tantos clássicos á banda outrora.

Porém, o excesso de modernidade em uma banda surgida nos anos 80 cobra seu preço. E Living With The Ghost é tem uma melodia muito piegas e irritante, lembrando um pouco o Coldplay, apenas um pouco mais agitado. Rolle Coaster é a mais fraca do disco, totalmente sem inspiração e se apoia em um refrão que tenta ser grandioso mas acaba incomodando o ouvinte.

Ao fim do disco, se This House Is Not For Sale não é nem de longe a volta da banda ao hard rock que queríamos, ao menos não é apático e equivocado como os dois últimos álbuns da banda. Como já disse antes, não devemos mais avaliar o Bon Jovi como uma banda genuinamente de hard rock, mas sim como uma banda de pop/rock, com alguns resquícios hard. E ao menos nisso aqui ela foi competente.

Gostou do disco? Qual o seu disco preferido da banda? Escreva aí nos comentários.

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