The Walking Dead S07E03: Crítica

Avaliação: 4 Stars (4 / 5)

Passado o início bombástico e a sequência focada apenas na Carol e Morgan. Esse terceiro episódio tratou de estabelecer a relação entre Negan e Daryl, que ficou como seu prisioneiro. A dúvida se esse núcleo seria o único a ser abordado, como foi no capítulo anterior. E novamente nos deparamos com um episódio interessante, mas é nítida que a escolha de separar por personagens é puramente comercial, pois funcionaria muito melhor intercalando os momentos entre os episódios 2, 3 e 4, que é o próximo e deverá voltar ao grupo do Rick.

Logo de início, há uma sequência mostrado como é a vida na comunidade do Negan, e como é a relação de tributos entre os moradores e o grande vilão. Enquanto a montagem traz recortes de várias situações mostrando tributos sendo pagos, há uma música pop com uma letra falando o quão importante é viver bem a vida e que cabe a nós promover as mudanças que queremos. Algo que combina perfeitamente com a situação daquelas pessoas que são obrigadas a serem submissas ao Negan. Mais adiante no episódio, em uma cena onde o Dwight resgata um fugitivo da comunidade, e ele diz que não deveriam respeitar e tratar o Negan como rei, pois ele é apenas um, e não pode submeter os moradores dali a viverem da forma que ele bem entende. Isso já dá amostras de que a soberania do vilão será sim contestada, principalmente por Dwight. Aliás, essa relação dos dois é mais complicada do que imaginávamos, pois o próprio Negan explica para o Daryl (e para nós) como eles se conheceram e como o Dwight tornou-se seu braço direito.

Daryl é mantido em cativeiro enquanto é alimentado com comida de cachorro. Durante outra cena, Dwight o explica como funciona a política dentro da comunidade, dizendo que ele pode se tornar um deles, se quiser. Em uma sequência que inicialmente irrita por pensarmos ser uma pura conveniência de roteiro, ele consegue escapar do quarto onde estava mantido, mas logo percebe que a porta foi deixada aberta simplesmente para testá-lo. Então, Negan dá seu show de sarcasmo e ameça golpeá-lo com a lucille, mas surpreende-se ao perceber que Daryl nem se mexeu com a sua falsa investida. É nesse momento que Negan mostra uma certa insegurança, pois apesar de toda aparência super confiante, ele claramente ficou incomodado por alguém não se assustar ao ficar prestes a levar um golpe de seu bastão. Claramente todos ali não sabem o quão casca grossa Daryl é.

Apesar de se passar apenas em um ambiente, assim como no episódio passado, a direção soube explorar bem os ambientes fechados e abertos da comunidade, sabendo dosar bem os momentos de suspense. Com destaque para um plano onde o Dwight e Sherry estão conversando,  com uma fotografia escura mostrando apenas suas silhuetas, e no fundo uma janela entrando luz, sugerindo que ainda há esperança para o futuro dos dois, ainda há “a luz no fim do túnel”.

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No fim do episódio, há o momento onde Daryl vai encontrar Negan, e o mesmo diz que para que ele tenha uma vida melhor como seu homem de confiança, basta apenas ele responder uma pergunta: “Quem é você?”, como foi mostrado quando Daryl tentou escapar, todos respondem: “Eu sou Negan”, mostrando como todos ali confiam plenamente em seu líder e estariam dispostos a dar suas vidas por ele, se preciso. Mas a resposta foi o contrário do que pensou o vilão. E agora abre um leque de possibilidades para o futuro de Daryl, e até do Dwight. Irão os dois se unir para tentar tirar o reinado do Negan?  Apenas nos próximos episódios iremos saber. E tomara que não demore mais três semanas para voltarmos ao trio principal desse capítulo.

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