American Horror Story: S06E08- Crítica

Avaliação: 4.5 Stars (4.5 / 5)

Depois  do hiper twist que aconteceu no episódio 6, onde descobrimos que a história que acompanhávamos era na verdade um seriado de horror (sem nome revelado), todos os mistérios estabelecidos anteriormente seriam jogados fora para acompanharmos os próprios atores e as pessoas que inspiraram os eventos em uma espécie de reality show de horrores, só que bem feito (não igual Supermax da Globo). Porém, ao longos dos dois últimos episódios o que vimos foi a lenda tornar-se realidade. Todas as aberrações que eram puro fruto de ficção (ou não, já seus supostos personagens também estão na casa em Roanoke), agora passam a assombrar de verdade os protagonistas.

A decisão mais acertada nesse oitavo capítulo foi a escolha do gênero: o horror de sobrevivência. Deixando de lado os dramas ingênuos dos personagens, é no bizarro e no grotesco que American Horror Story sempre teve seus melhores momentos. Com a família Polk no centro do conflito, apreendendo duas pessoas para poderem saciar suas necessidades canibais, impossível não lembrar-se da bizarra família co clássico filme O Massacre Da Serra Elétrica (1974). A direção é eficiente em mesclar imagens found footage com planos mais tradicionais, funcionando muitas vezes como alguns games de horror como Outlast e Aminesia. Além da trilha sonora om os já tradicionais ruídos colabora com a criação do clima macabro. O ritmo também é frenético, nunca deixando o espectador perder o interesse no que pode acontecer.

Enquanto Dominic consegue fugir da verdadeira açougueira e seus colonos que estavam prestes a invadir a casa,cabe um destaque para a cena onde a Lee usa sua inteligência para seduzir um membro dos Polks que estava prestes a esquartejá-la, abusando dos instintos masculinos mais primitivos. Curioso que a personagem da Lady Gaga não deu mais as caras, fazendo-nos questionar se ela teria alguma ligação com tudo o que está acontecendo.

Entregando mortes chocantes do posto de vista gráfico (como o da Senhora Polk e de Dominic), também como revelações sobre quem matou Manson. Assim como o homem porco, que ficamos sabendo que tratava-se de Kincaid Polk, que foi o membro mais infame da família. Esse episódio mostrou que mesmo sem um roteiro que sustente os 12 episódio característicos do seriado, Ryan Murphy ainda consegue prender nossa expectativa como poucos Showrunners. E pelo final, parece que teremos mais surpresas nos últimos 2 episódios, e mal podemos esperar.

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