The Walking Dead: S07E02 Crítica

Avaliação: 3 Stars (3 / 5)

Aaaah… Walking Dead essa relação de amor e ódio que tantos outros além de mim têm com a série. Mas não é de hoje que ela tem a mesma capacidade de frustrar e surpreender o espectador na mesma intensidade. Como falei no review do episódio passado, os roteiristas deram tudo que os fãs queriam. E na sequência fizeram exatamente o contrário: tudo aquilo que o público temia acontecer, que era um episódio com focado apenas em alguns personagens longe da trama principal.

Neste capítulo que chama-se The Well (O Bem), nos é apresentado um novo núcleo: a comunidade chamada  O Reino. O episódio é inteiramente focado nos personagens Carol e Morgan. Um grande acerto foi colocarem justamente dois seres que possuem personalidades tão distintas, e essa “guerra” ideológica, que já teve diversos outros capítulos anteriormente continua aqui pela forma como cada um deles enxerga a nova comunidade. Se Carol acha tudo uma piada, “um conto de fadas”, como a própria chega a dizer no episódio; Morgan, por sua vez, parece aceitar parcialmente bem a forma como aquelas pessoas levam suas vidas e como é a política interna do Reino.

Esse reino é governado pelo “Rei” Ezekiel, o clássico personagem das HQs que possui um tigre de estimação. A cena onde Morgan leva Carol para conhece-lo é eficiente em gerar uma mística em torno do personagem pela pelos ângulos de câmera e pela trilha sonora, que tem uma pegada quase medieval- suave e gostosa- retratando bem o clima daquele ambiente e talvez muito da personalidade de Ezekiel, que acabou convencendo-se de que ele é mesmo um rei para aquelas pessoas na comunidade.

As interpretações do trio principal de personagens (Carol, Morgan e Ezekiel) também são bastante seguras. Melissa McBride tem a interpretação mais marcante do episódio, principalmente nas cenas da primeira metade, quando a mesma tenta esconder sua personalidade, fingindo ser frágil e indefesa, mostrando que a Carol é a personagem mais inteligente do grupo do Rick, até mais inteligente que seu líder. Morgan (Lennie James) também tem seus momentos, com nos embates com a Carol, demonstrando um cero cansaço de lutar deixando transparecer a sensação de que ele possa ter encontrado um lar onde possa viver o resto de sua vida. Ezekiel (Khary Payton) mostra-se um líder seguro e realmente preocupado com o bem estar de seu grupo. Transmitindo um certo charme e mistério, seus conflitos ainda não foram revelados, mas pelo destaque em sua apresentação, ele deve ter uma grande importância para o futuro da série.

o grande problema de The Well é que ele serve muito mais para segurar a expectativa do público para o que vai acontecer com o grupo do Rick do que para definitivamente estabelecer outro núcleo. O que foi mostrado do reino não foi o suficiente para despertar curiosidade suficiente. Mesmo que o reino tenha uma ligação com o grupo do Negan, é muito pouco para um episódio inteiramente focado na nova comunidade.

 O mais interessante seria mostrar os vários fios narrativos paralelamente, assim como faz Game Of Thrones. E apesar de não ter sido um episódio ruim, sempre vamos ficar com aquele receio de que a série faça o que sempre vem fazendo nos últimos anos: começar e terminar forte demais, e nos demais episódios a qualidade ficar muito aquém do esperado.

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