Os 5 melhores álbuns do Aerosmith

 

5- Permanent Vacation (1987)

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Depois da banda quase ter acabado por conta do abuso de drogas, principalmente por  Tyler e Perry, em 1987 o Aerosmith lançava um dos seus melhores trabalhos até então. O tesão de tocar e compor parecia estar de volta, pois a banda escancarou todas as suas influências de blues em um repertório com 12 faixas que soam muito agradáveis.

 Dude (looks a lady) foi o maior sucesso do disco, um hard rock dançante e com influências de glam rock. Rag Doll é outro destaque, com seu groove e a voz rasgada de Tyler. Angel foi o início das grandes baladas que o Aerosmith lançaria posteriormente. Outros destaques são as ótimas Heart’s Done Time e Hangman Jury. Ainda há um divertidíssimo cover de I’m Down, dos Beatles.

Com Permanent Vacation, o Aerosmith deu sequência à uma trinca de ótimos álbuns que também estão nessa lista. Trouxe a banda de volta à velha forma e firmou de vez seu nome entre os grandes do hard rock dos anos 80.

 04- Honkin’ On Bobo (2004)

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Os anos 2000 foram difíceis para o Aerosmith. Apesar do sucesso comercial de Just Push Play (2001), o direcionamento musical que a banda cada vez mais tomara irritava seus fãs antigos. Até que em 2004, Tyler, Perry e companhia surpreenderam e lançaram um álbum de covers, com todas as músicas de blues antigos, que tanto os influenciaram no início de carreira.

E o mais impressionante é que a sonoridade nada se parecia com Nine Lives ou o já citado anteriormente Just Push Play, mas sim com uma produção poderosa e uma crueza no som que encheu de amor os fãs mais saudosistas, que cada vez mais reprovavam a mudança da banda desde Get A Grip.

Entre os compositores das músicas estão: Bob Didley, Sonny Boy Williamson, Willie Dixon e muitos outros. Todas as músicas são ótimas, mas a abertura explosiva com Road Runner, e Joe Perry arrebentando nos vocais em Stop Messin’ Around são os pontos altos desse que considero o melhor álbum de covers do rock (ma isso fica pra outra história).

3-Rocks (1976)

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Depois da bana quase ter acabado, com Toys In The Attic, ela conseguiu o aguardado sucesso. E Rocks serviu para eliminar as dúvidas de que o Aerosmith era uma banda que realmente vinha para ficar.

Na sua primeira fase, ainda muito influenciada pelo blues e por bandas como Rolling Stones, o Aerosmith com o lançamento de Rocks acabou virando referência em quesito de produção e mixagem para muitas bandas dos anos 80, como Guns ‘n’ Roses a até Metallica. Muito do sucesso do álbum deve-se às três primeiras faixas: Back In The Saddle, Last Child, e Rats In The Cellar.

Rocks representa o auge dessa fase inicial da banda, e a firmou como um dos melhores grupos da segunda metade dos anos 70.

2-Pump (1989)

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Se Permannet Vacation era a volta aos anos gloriosos da banda desde Rocks, Pump foi a consagração definitiva. Apesar de contar com compositores como Desmond Child e Jim Vallace, isso não diminuiu o mérito do grupo, que brilhou na criatividade e no instrumental.

Pump conta com músicas pesadas como Young Lust, F.I.N.E e Monkey On My Back; A semi-balada What It Takes, com muito felling e um ótimo solo do Joe Perry. Mas Os grandes destaques vão para as faixas Love In a Elevator e Jane Got A Gun. A primeira, uma das melhores músicas do Aerosmith, cheia de malícia e sensualidade; já a segunda, particularmente não gosto, e não entendo porque tanta gente adora essa música.

Vendendo mais de 4 milhões de cópias em seu ano de lançamento, Pump caiu muito bem para os fãs de hard rock do final dos anos 80, que vinha perdendo cada vez mais força ao  passo que a década ia acabando. Mas o Aerosmith passava por sua fase mais frutífera.

1-Get a Grip (1993)

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Considera por muitos como o último grande disco da banda, Get A Grip conseguiu um equilíbrio entre o som que o Aerosmith fazia nos anos 70 e 80, e o tipo de som que fez posteriormente à esse álbum: o de músicas com maior apelo comercial e sonoridade mais voltada para o pop.

Eat The Rich já abre o álbum em alta velocidade: Steven Tyler cantando muito e com ótimos backing vocals. Outros destaques são a dançante Shut Up And Dance, a faixa título cheia de groove e a divertida Flesh.

O lado mais comercial mostra-se já bastante presente, com Crazy, Cryin’ e Amazing. As três tiveram vídeo clipes gravados e passavam constantemente na tv. A crescente Livin’ On The Edge não apenas é a melhor faixa do disco, como considero a melhor música da carreira do Aerosmith, tanto que até hoje ela não sai dos set lists dos shows da banda.

Unindo sucesso de crítica e de público, o Aerosmith voava alto com Get A Grip. Com ele, a banda nunca foi tão gigante, e creio que nunca mais será.

E aí, qual o seu disco preferido da banda? Diga aí nos comentários!

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