American Horror Story S06E03- Crítica

Avaliação: 5 Stars (5 / 5)

Depois de um primeiro episódio fraco, e um segundo que dava mostras de que a antologia poderia reencontrar sua qualidade costumeira, o terceiro episódio parece ter solidificado de vez o rumo que Ryan Murphy quer tomar nesse sexto ano. Com uma narrativa mais ágil e sem criação de suspense desnecessária, o potencial que Roanoke prometia no último episódio começa a dar as caras, mesmo que paulatinamente.

O início do episódio concentra-se na busca por Flora, que desapareceu na floresta depois da atitude estúpida da Lee de praticamente sequestrar a menina e trazê-la para uma casa que claramente possui um passado sangrento e macabro, e que esse passado parece estar perturbando os moradores da casa. Com uma fotografia belíssima e uma montagem eficiente, essa começo deu um clima pesado e dramático à busca pela garota. Foi bastante interessante notar como a série concerta seu próprio erro e ainda o transforma em âncora narrativa, fazendo com que a  partir da busca pela menina, Lee, Shelby e Matt vão adentrando no universo de Roanoke e descobrindo aos poucos o quão bizarro aquela casa e área podem ser.

Outro ponto que melhorou foi a funcionalidade de Lee dentro da trama. Como eu mesmo havia falado, ela parecia apenas estar ali para criar situações de suspense, mas na cena onde um personagem é encontrado queimado brutalmente, e Shelby e Matt passam a desconfiar dela, cria-se então uma áurea de desconfiança e mistério em volta da personagem. Assim como acontece com o próprio Matt, que é flagrado por Shelby em uma cena que promete repercutir nos próximos episódios.

Um novo personagem é apresentado nesse episódio, Cricket, um detetive com capacidades paranormais que apresenta-se à família para ajudar a encontrar Flora. Necessário notar que as cenas que Cricket está presente dentro da casa apresentam um movimento de câmera e cortes mais rápidos, agitados, indicando talvez uma alteração no clima da própria casa. Culminando na volta da personagem da sempre Diva Kathy Bates, que passamos a conhecer seu nome verdadeiro: The Butcher. Em uma ótima cena de confronto com Cricket, ela mostra suas motivações e suas habilidades. Logo após ela partir, passamos a conhecer sua triste e brutal história, em um flashback muito macabro e bem orquestrado. Toda a história dos Colonos tem potencial até para um spin-off, caso Murphy possa considerar essa ideia. Minha única dúvida é como ele vai aliar esse fio narrativo com a história das enfermeiras bizarras apresentadas no episódio passado, e caso elas se entrelacem, como será o desfecho de Roanoke? Ryan Murphy não costuma encerrar bem suas temporadas, então é mais um motivo para termos mais atenção no que virá nos próximos capítulos.

Ganhando Força no momento certo, Roanoke promete muito drama e sangue no futuro. Se os roteiristas tirarem um coelho da cartola e conseguirem conciliar esses dois núcleos e fazê-los funcionarem juntos, poderemos até ter a melhor das temporadas de American Horror Story até aqui. E é isso que torcemos que aconteça.

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