American Horror Story: S6E02- Crítica

Avaliação: 3 Stars (3 / 5)

Após um fraco episódio de abertura, a série de Ryan Murphy precisaria provar que não sofreu tanto com as perdas de suas protagonistas das temporadas anteriores. E apesar de seu segundo capítulo avançar paulatinamente a trama, é nítido que os roteiristas precisavam de mais tempo para trabalhar na estrutura da história a ser contada.

O início mostra Shelby assustada na floresta, quando a mesma vê uma espécie de seita macabra liderada pela personagem ainda misteriosa interpretada pela maravilhosa Katy Bathes. Em uma boa cena, vemos ela sacrificar uma pessoa impiedosamente, proclamando frases como: “Sou a rainha de todas as colmeias.” e ” Sou o escudo sobre todas as cabeças.”. Ela e seu marido chamam a polícia, que pela primeira vez aparenta acreditar na história do casal e disponibiliza uma viatura em sua casa 24 horas por dia.

Talvez a sequência mais narrativamente interessante seja quando Matt acorda a noite pensando ouvir vozes e vai procurar algo pela casa. Em um dos cômodos, ele tem uma tipo de flashback que o mesmo sentiu ser real. Vemos duas enfermeiras judiando de uma idosa cruelmente, divertindo-se com a situação, culminando em assassinato brutal com um tiro na cabeça. Uma delas fala menciona o primeiro nome da idosa, que se chama Margaret.

Todo esse mistério estabelecido é rapidamente explicado quando Matt e Shelby encontram um porão (quão original) fora da casa. Eles percebem que havia alguém morando lá e encontram uma fita gravada por um homem, onde o mesmo explica pare eles (e para nós, espectadores) toda a trama que com certeza irá se desenrolar ao longo dos outros episódios. E mesmo que isso prenda parcialmente o espectador, a história parece boba e escrita as pressas, apesar de que devem haver mais camadas ali para serem exploradas nas próximas semanas.

Mas o prêmio de personagem mais atrapalhada (para não dizer pior) vai para Lee, que possui uma carga dramática que poderia ser bem explorada mas parece que está na história apenas para criar situações bizarras. Sabendo que na casa há algo de muito errado e perigoso-sobrenatural ou não- o que ela fez? trouxe a filha sob custódia parcial para a casa DUAS VEZES, fazendo com que a menina termine o episódio desaparecida. Essa e outras situações clichês que a série não consegue fugir acabam irritando o público.

Mesmo duvidando do potencial da história de My Roanoke Nightmare (nome da temporada). Tenho esperanças de que a série engrene daqui pra frente, uma vez que já situou o plot principal da trama para os personagens e espectadores. E que deixe de apostar em dramas baratos e abrace de vez o absurdo como na temporada anterior.

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