Supermax (Globo)-Crítica do primeiro episódio

Avaliação: 2.5 Stars (2.5 / 5)

Desde que seu trailer foi revelado, Supermax vem despertando a curiosidade do público que acompanhas os seriados americanos por nitidamente apostar em uma série de gênero terror/suspense, coisa que raramente acontece na globo. Com a Netflix e a internet roubando cada vez mais audiência das tvs abertas no Brasil, a maior emissora da América Latina busca reconquistar um pouco de seu público perdido e também conquistar os amantes das séries de tv premiadas mundo afora.

O primeiro episódio nos apresenta doze pessoas que fazem parte do reality show Supermax, que ficam confinadas em uma prisão de alta segurança, buscando alcançar o prêmio de 2 milhões de reais.

O primeiro e grande erro  dos vários roteiristas é  o simples fato de que a série não passa de um Big Brother Brasil com bizarrices. Sim, Pedro Bial REPETE seu papel como o apresentador do programa. E a forma como ele se comunica inicialmente com os confinados é praticamente no mesmo formato do reality da globo. E as peculiaridades não param por aí: há prova do líder, que para tornar tudo mais entediante é de resistência; uma espécie de sala onde os participantes especulam ser o confessionário; além dos participantes terem que fazer sua própria comida (que cruel!!!!).

Todas essas informações são repassadas ao espectador da forma mais didática possível. O episódio gasta praticamente 30 minutos em exposição de informações que poderiam ser muito bem dosadas ao longo dos episódios. A parte mais insuportável acontece quando Bial diz aos confinados algo do tipo: “Vocês sabem que todos que estão aqui já foram acusados de algum crime.”. Talvez o motivo da globo não inserir as informações organicamente ao longo dos episódios seja  medo de ousar ou o fato dela própria subestimar o seu espectador, o que quebra a fluidez do episódio que serve praticamente para explicar o contexto ao público.

No que diz respeito à produção, Supermax realmente eleva a qualidade técnica das produções da globo à um nível superior. Os cenários passam um clima ameaçados e os enquadramentos são simples, porém precisos. Entretanto, a trama, que nos trailers e comerciais apontavam para algo muito ameaçador e misterioso, não avança até o fim do episódio e o máximo que temos são vislumbres muito básicos de algo sobrenatural.

O resultado final acaba sendo um pouco decepcionante, já que a série parece querer prender o espectador apenas por seus personagens. O que desanima, levando em consideração o fraquíssimo texto  que faz com que eles não fujam dos arquétipos já conhecidos das novelas. Disparando frases como “eu não tomo banho com água fria“; “Bial, e essas cobras do lado de fora da prisão?“; ou ” Minha mãe morreu…… brincadeira!!”.

Ao menos com Supermax a globo pode tirar da zona de conforto seu espectador acostumado com seu padrão de produção, mas se o objetivo é fisgar o espectador de séries da Netflix, AMC ou HBO, eles terão que se esforçar mais.

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