Vintage Trouble- The Bomb Shelter Sessions

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Quando ainda estudava ensino médio e ouvia praticamente apenas New Metal (sim), um dos meus professores gostava de rock. E claro, fizemos aquela amizade instantânea  que só esse estilo pode proporcionar. Claro que eu não gostava das bandas que ele ouvia, nem ele das minhas, mas um dia ele me disse algo que me marcou até hoje: ” Cara, o verdadeiro rock ‘n’ roll é aquele feito por quatro integrantes: um na bateria, um no baixo, um na guitarra e um no vocal.” Logicamente, não dei ouvidos ao que ele disse, já que achava Slipknot a coisa mais maravilhosa do mundo musicalmente. Hoje, dez anos depois, guardo essas palavras e as uso como meu mandamento principal na “bíblia do rock”. E o Vintage Trouble é a personificação daquela expressão.

Formada por Ty Talor nos vocais, Nalle Colt na guitarra, Rick Barrio Dill no baixo e Richard Danielson na bateria; a banda ficou famosa depois de abrir shows dos Rolling Stones, e faz parte dessa safra talentosa de bandas que buscam fazer um som com influências das décadas de 60/70. Seu álbum de estreia, The Bomb Shelter Sessions  de 2011 é uma explosão de boa música. Mesmo referenciando bandas surgidas há mais de 40 anos, o Vintage Trouble olha mais pra frente do que pra trás. E melhor, a banda não se esconde atrás de suas influências e sua música não soa empoeirada, como o nome da banda pode sugerir.

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O Som é uma mistura de rock, Funk, soul e uma pitada de blues. O que mais impressiona é a forma como essa intersecção soa orgânica e natural. Não é preciso solos mirabolantes, letras super inspiradas ou passagens complexas. O combustível do Vintage Trouble são o groove e o feeling, e com isso eles vão longe. The Bomb Shelter Sessions possui dez faixas e na audição o ouvinte tem a sensação de estar vivendo uma grande festa. Desde o início com Blues Hand me Down, que mais parece um vulcão em erupção; passando pelas dançantes Jezzebella e Nancy Lee; até o fim com a balada blues super sentimental Run Outta You, o disco segue em altíssimo nível.

A banda já tem um segundo álbum, o I Hoperful Rd de 2015 (e que será resenhado aqui em breve). Contanto, fica a recomendação desse que é um dos melhores trabalhos dessa década, e de uma banda que promete não parar de crescer.

5 Stars (5 / 5)

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