Joe Bonamassa- Blues Of Desperation- Crítica

Já que estamos nas olimpíadas, eu poderia resumir Joe Bonamassa com a seguinte expressão: “a fusão de Michal Phelps com Lionel Messi”. Pretensioso? talvez, mas  fato é que o guitarrista é incansável como o nadador e possui uma habilidade impressionante como o argentino, mas assim como ele, não a usa por sua vaidade ou narcisismo, e sim a favor do time. No caso de Bonamassa, da música.

Menos de 2 anos após o ótimo Different Shades Of Blue, Joe retorna com seu novo álbum de inéditas. Gravado em apenas 5 dias (isso mesmo!), o disco contém 11 faixas e traz o melhor que o guitarrista já fez. Diferentemente do álbum anterior, que era bastante homogêneo, Blues Of Desperation possui uma variedade maior nas estruturas de suas músicas, mas que possuem o mesmo espírito.

A abertura com This Train já mostra uma produção mais seca e pesada, em uma musica muito dinâmica e direta. Mountain Climbing é um misto de hard e blues cheio de groove e com um ótimo refrão. A calma Drive traz um tom mais noturno ao disco, tem um solo muito bom e uma letra escapista. Gary Moore ficaria orgulhoso se a ouvisse. Good Place For The Lonely é uma odisseia blues com mais de oito minutos de duração. Destaque para o riff inicial, que transmite um sentimento latente de desespero. Falando em riffs, é fácil emitir ódio, agressividade e alegria, mas o que Bonamassa faz aqui é algo digno de aplausos.

A faixa que dá nome ao disco tem uma pegada mais experimental, quase progressiva. Apesar de ser uma boa música, fica um pouco aquém do esperado, já que a faixa título do álbum anterior é simplesmente uma das melhores dos últimos  dez anos. Mesmo que todas as faixas de Blues Of Desperation sejam muito boas, outros destaques vão para Livin’ Easy, que mais parece uma música de cabaré, é regida pelo saxofone e possui uma jocosidade muito bem vinda; a bucólica The Valley Runs Low, que poderia estar em Book Of Shadows do Zakk Wylde; e a lenta e saborosa What I’ve Know For A Very Long Time, que tem influências de B.B King.

Com Blues Of Desperation, Joe Bonamassa crava de vez seu nome como um dos melhores músicos da atualidade, e ainda atualiza o blues de uma forma inteligente, fazendo com que as novas gerações tenham acesso à esse estilo tão difícil de se renovar.

5 Stars (5 / 5)

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