Esquadrão Suicida-Crítica

Antes de qualquer coisa, voltemos alguns meses para lembrar das pretensões narrativas do filme Batman Vs Superman: continuar a história iniciada em o Homem De Aço, nos apresentar um novo Batman, criar um conflito entre ambos os heróis e introduzir os integrantes do filme da Liga Da Justiça. Perceberam como o roteiro inchado acabou prejudicando o longa? Pois bem, Esquadrão Suicida sofre justamente do contrário do filme do Zack Snyder: praticamente não há roteiro ali, apenas uma premissa básica para apresentar seus personagens , exibir um belo design visual e uma dúzia de excelentes músicas mal utilizadas.

Então vamos ao resumo do Esquadrão Suicida: A agente do governo Amanda Waller tenta reunir um time de grandes vilões para enfrentar as ameaças que podem surgir na terra depois da morte do Superman.

O Diretor do longa, David Ayer, traz um filme que não consegue decidir seu tom: Há uma seriedade latente na trama, mas ao mesmo tempo piadas surgem de todos os lados, e de todos os personagens. A existência de piadas nos filmes da DC é um problema? Claro que não! Mas aqui é nítida a falta de timing cômico, e ao ponto que as piadas vão se repetindo (principalmente com a Arlequina), a narrativa vai perdendo foco e fluidez. O filme ainda tenta forçar de forma barata uma afeição dos espectadores pelos personagens, e fracassa, pois não há tempo nem oportunidade para uma relação de proximidade entre ambos.

Voltando ao roteiro, não há nenhum tipo de subtexto trabalhado nas entrelinhas. Se em Capitão América- Guerra Civil,  existia um embate entre dois pontos de vista diferentes em relação à privacidade e até que ponto a amizade prevalece em relação à outras questões; e em Batman Vs Superman ao menos havia um início de um debate sobre a xenofobia, em Esquadrão Suicida não há mais que alguns dramas muito superficiais. O background dos personagens parece a justificativa dos personagens no game Left For Dead: nulo, escrito em duas linhas de texto.

Suicide-Squad

Um dos (poucos) pontos positivos do filme é o elenco. Todos os atores conseguem dar alguma vida à seus personagens. Com destaque para Margot Robbie, Will Smith e Viola Davis. Mas, à essa altura você deve estar se perguntando; “tá, mas e o Jared Leto como Coringa?” Aqui chegamos á um ponto polêmico. Com um visual interessante-uma espécie de gangster hiper estilizado- Jared Leto perece ter amedrontado até o David Ayer, pois além de suas cenas terem sido cortadas quase pela metade, ele foi prejudicado pela montagem apressada e veloz (no mal sentido) que o filme possui. A câmera não para no personagem tempo o suficiente para que o espectador tema e sinta o peso de sua presença em cena. Apesar de reconhecer a coragem da Dc em usá-lo sem o Batman para servir como seu antagonista, o Coringa está nesse filme apenas por pura convenção comercial.

Por último, temos um vilão extremamente ridículo, que tem como motivação a coisa mais banal possível: dominar mundo. Além disso, a  forma como seus poderes são demonstrados causa uma confusão enorme, pois na metade do longa ele destrói um trem e vários lugares do mundo sem o menor esforço. Porém, mais pra frente ele não consegue derrotar 3 seres humanos normais.

Mesmo com essa enxurrada de problemas, Esquadrão Suicida tem seus momentos divertidos, e não é esse lixo que a crítica anda dizendo. Mas é bastante preocupante como a DC anda tocando seus projetos. São dois filmes esse ano, e ambos bastante criticados. Só nos resta saber se uma sequência virá realmente, e se o David Ayer ainda comandará o barco. Só o tempo dirá.

2 Stars (2 / 5)

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