Black Mirror e a Distopia Tecnológica

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Realidade Virtual, Tecnologia 3d, Retrocompatibilidade, Pokemon Go, Windows Phone, Iphone, robótica, etc. Todos esses termos estão ligados diretamente ao avanço que nossa sociedade conseguiu nos últimos anos na área da tecnologia. Apesar do filme De Volta Para O Futuro ter brincado com as mecânicas que poderiam existir em seu futuro (2015) , nenhum de nós poderia imaginar que nos tempos atuais dependeríamos tanto dos recursos tecnológicos.

Funcionando nos mesmos moldes da Gloriosa Além Da Imaginação, cada episódio de Black Mirror narra uma história que independe das outras. Ao longo de seus breves sete episódios, divididos em duas temporadas e um especial de natal, a série mantém uma fidelidade temática em todos os seus episódios: a relação da sociedade com a tecnologia, e como ela pode ser destrutiva.

Cada episódio da série mereceria um texto próprio, mas como o intuito aqui é apenas indica-la para quem ainda não a conhece, prefiro discorrer sobre ela como um todo para não estragar a experiência de quem se aventurar  nesse universo. Mas o que há de ser destacado é como Black Mirror segue uma ordem crescente de tragicidade. The National Anthem (S1E01) é o mais “leve” dos sete, assim como o mais próximo da nossa realidade; já White Christmas, especial de natal em 2014 estrelado pelo Jon Hamm (Mad Men), é de longe o mais insano e perturbador.

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Talvez o grande mérito da série de Charlie Brooker esteja na sua capacidade de transitar por diversos gêneros em seus episódios, mesmo não perdendo seu viés temático. The National Anthem funciona como uma comédia de erros e absurdos, e que poderia muito bem ter sido escrito pelos irmãos Coen. Fifteen Million Merits (S1E02) é uma ficção científica hardcore que mais perece ter saído de uma das histórias do Frank Herbert. White Bear mescla elementos de Thriller psicológico e suspense, com direito a um final emblemático. Be Right Back tem influências de Frankenstein de Mary Shelly e  devido à sua temática poderia ser algo feito  pelo David Cronenberg.

Depois de tantas qualidades aqui listadas nem preciso reforçar que a série é altamente recomendada. E se precisam de mais algum motivo para isso, aqui vai: Todos os episódios estão disponíveis na Netflix, que comprou os direitos da série e produzirá 6 novos episódios que estarão disponíveis no final de 2016!

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